Imagem Poesia e Psicodelia

Soltou dois versos

e defloro livremente os ouvidos.

Escrevo linhas curtas

recheadas de obscenidades;

provando a droga branca fina 

da/na sua pele.

Discorro um rosário de delicadezas à flor

pra poetizar sua beleza.

O gosto tende a ser doce

pra contrariar o amargo-poético

que escreve e prega.

Um sonho poético de Sade,

onde “sofre” o coração de quatro,

com a marca da palma da mão em vermelho estampada.

Trampo de hoje no @estudiozerotattoo 
(Poetaria no fb mas serei censurado)

Trampo de hoje no @estudiozerotattoo
(Poetaria no fb mas serei censurado)

<3 bodymod

<3 bodymod

O mundo é solúvel no tempo,

igual barco encalhado e o sol na pele,

Cria vincos e e buracos profundos,

alguns no coração,

no meu caso a maioria no cérebro ou no pulmão.

O corpo treme ao som do tempo

e do fim da semana.

O cheiro de sexta e o suor de sábado.

Tudo derrete ao toque das palavras,

na ponta da lingua;

lambidas no corpo.

No papel um verso amassado

dissolvido em uma dose e meia de uísque.

O peso do céu noturno

sem nuvem e sem estrela.

Só fumaça e luz de prédio;

enquanto uma ou outra agonia

rói as unhas no parapeito da janela.

Com um gesto rápido o cigarro

colabora com a o cinza do céu.

A agonia constante ecoa no aparelho de som e

na ponta dos dedos queimados.

O olho arde encarando a folha branca

implorando poesia.

O vento sacode a janela

e me acorda pra mostrar a chuva.

Falta coberta,

e alguma sorte pra não pisar em nada.

Desviando do chinelo e de outra calcinha;

o dedo fica no pé da cama.

A chuva castiga o vidro da sala,

a lua já sumiu e o café acabou

a chuva lava o ultimo dia desse

agosto desgostoso.

Quantas cicatrizes ainda pulsam,

teimam em ir e vir na pele.

Conto nas cores rimas

e uma ou duas dores.

O vento teima e vir

e me fazer ouvir barulho de barco nos bambus.

Encontro uma carta aberta

e outras tantas nunca enviadas;

Espero ver o mar;

lavar com água salgada uma ou outra cicatriz aberta.